A garota atirada do prédio.
O tal dossiê da Dilma.
Com relação ao primeiro assunto, quanto sensacionalismo!
A imprensa parece norte-americana. Fala de mais sobre assuntos nada definidos. O maior jornal televisivo do país faz pelo menos duas matérias por dia sobre o caso, com uma opinião vaga, induzindo certas conclusões. Apelativo!
Podem estar corretos, da mesma forma como podem não estar. E neste país, a mídia e a opinião pública andam lado a lado, e não duvido que possam influenciar até nas decisões judiciais, que deveriam ser imparciais nestes casos.
2) Acabei de ver no Paraná TV, jornal da RPC, emissora afiliada à Rede Globo, uma matéria sobre uma peça de teatro em cartaz aqui em Curitiba. Falaram sobre a peça, o enredo, etc, e na hora de falar sobre as informações (preço, horário, local), citaram o “Teatro do Palácio Avenida”. Teatro do Palácio Avenida??? Isso não existe! O nome é Teatro HSBC! Ok, eles não queriam citar o patrocinador do teatro. Mas pô, a cultura é um setor tão fraco em nosso país, e todos sabem que se dependêssemos somente do Governo, seria mais fraco ainda. Aí, uma empresa que apóia um espaço, investe uma grana, não pode ter um retorno de imagem institucional??? É lógico que essas empresas não fazem espaços culturais apenas por filantropia, mas a mídia precisa reconhecer que essas empresas precisam de retorno para continuar apoiando eventos culturais. Nada mais justo. Assim como no esporte e projetos ligados à natureza. Agora só falta chamarem o Museu Oscar Niemeyer de “Museu do Olho”, porque o nome dado foi escolhido pela gestão do Requião, que não “bate” muito bem com a RPC – quando o museu foi inaugurado, no fim da gestão do Jaime Lerner, o nome era Novo Museu.

O que faz torcedores brasileiros, em uma partida de tênis, vaiarem um brasileiro que joga contra outro brasileiro?
Tudo bem, o Guga já foi número um do mundo, o melhor jogador de tênis que o Brasil teve. E o ponto fundamental: é extremamente popular. Nos anos
Outra imagem que me faz pensar em decadência é a do “baixinho” arrogante Romário, tentando o tal do milésimo gol. Tudo bem, é uma marca louvável. Mas correr tanto assim atrás dessa marca, há tanto tempo, parece uma forçada de barra legal. Além do que, sempre a mídia se refere a isso com um “pelas contas do baixinho”. Ou seja, quando ele atingir os tais mil gols, nem oficial será.
Bom, mas voltando ao assunto, fiquei realmente indignado com aquilo contra o Saretta. Por que aconteceu? Pena dos torcedores com relação ao Guga, justamente por essa imagem que ele carrega nas costas, de frustração e decadência, já que não passa da segunda fase de um torneio nível ATP desde julho de 2004? Seria o sentimento de estar diante de um herói nacional, imbatível, que “precisa” ser cultuado, independentemente de quem está enfrentando e em que ponto da carreira está? Ou seria desconhecimento do adversário por parte da torcida, o que poderia ser pouco provável para um esporte como o tênis, ainda mais na Costa do Sauípe, que, como um parque “classe A”, forrado de pessoas idem, e que supõe-se, esclarecidas?
A atitude dessas pessoas foi miserável, não quero entrar no ponto de “a quantas” anda o perfil da elite brasileira. Chamarem o Saretta de argentino? O mínimo que poderiam fazer era aplaudir a vitória merecida. Tudo bem torcer mais pra um do que pra outro, isso vai de cada um, mas a imparcialidade, neste caso, seria bem vinda. O que fizeram foi infinitamente injusto... é.. é.. como diria o Alborghetti... eeeeeeeeeeeehhhhhhhhhhhhh!!!!
Ontem o prefeito de São Paulo, José Serra (talvez futuro candidato para o governo de SP, se não abrir mão da promessa de que cumpriria seu mandato na prefeitura até o fim) completou 64 aninhos. E, na maior alegria, desafiou São Paulo: “Eu pergunto à cidade – will you still need me, will you still feed me, when I’m sixty-four? Ou seja, você ainda vai precisar de mim, ainda me alimentará, quando eu tiver 64 anos?”. Isso em plena solenidade de inauguração de uma nova calha no Tietê. E ainda completou: “when I get older losing my hear! Quando eu ficar mais velho e perder meus cabelos".
Tenho mania de me morder. Isso mesmo. Mas não é o que você está imaginando. Tenho mania de me morder por dentro. Hmmm.. acho que piorou né!?